terça-feira, 15 de junho de 2010

O desde

Minha querida,
Esta minha escrita não tem data. Na verdade ela é, algo assim, como um desde. Deveríamos ter essa opção quando tratamos de datas. Desde já, desde nunca, desde então.
Aliás, desde é uma palavra interessante. Desde que você existe, por exemplo, minha vida é cheia, intensa, linda. Você, no contexto dela, supre minha existência desde então.
No tempo presente, no futuro e, veja você, no tempo pretérito. Passado sem sua existência inexiste, é inimaginável, inconcebível, impossível. Desde começa e continua. Desde perpetua tudo. Desde que você acredite nisso, é claro.
Desde quando eu te amo? Desde que o tempo não tinha nem o desde.
Pode ser desde sempre?



A.C.
uma nova poeta se apresentando

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